As Memórias Secretas da Rainha D Amélia Epub á As


  • Paperback
  • 253 pages
  • As Memórias Secretas da Rainha D Amélia
  • Miguel Real
  • Portuguese
  • 13 May 2014

8 thoughts on “As Memórias Secretas da Rainha D Amélia

  1. Sandrina Sandrina says:

    Apesar do exagero na uantidade de adjetivos utilizados e nas frases ue nunca mais acabam é sempre interessante conhecer detalhes da história de Portugal Um olhar de uma francesa sobre o nosso povo


  2. Margarida Margarida says:

    110 páginas no meu e book de uma escrita ue não gostei Miguel Real já não me tinha entusiasmado como escritor numa outra obra ue li A Voz da Terra sobre o Terramoto de 1755 mas pensei ue talvez fosse diferente nesta obra dei o benefício da dúvidaA primeira parte é constituída por uma espécie de introdução em ue nos é explicado de uma forma abrupta confusa diria mesmo caótica o modo como no seguimento da Revolução dos Cravos 25 de Abril 1974 um soldado encontra o manuscrito das memórias da Rainha D Amélia no escritório de Oliveira Salazar e o esconde Este soldado em 1976 vai para a Bulgária onde se apaixona e casa Nos anos 90 o narradorautor vai de visita à Bulgária e conhece a filha desse soldado entretanto falecido ue lhe deixou o manuscrito É então entregue o manuscrito ao narradorautor para ue o leve para a Torre do Tombo em LisboaNa fase seguinte temos as memórias da Rainha sendo ela a narradora embora me pareça completamente inverosímil ue fossem palavras da Rainha pela forma como a narrativa é estruturada o tipo de linguagem Para ser um romance histórico deveria ser respeitado o espírito da época a personalidade da Rainha e a sua linguagem ainda para mais tendo o autor tido acesso à um documento histórico único escrito pela própria RainhaExistem algumas partes bem conseguidas mas não apagam o conjunto da obra Gostei da parte em ue aparecem os escritores Eça de ueirós Antero de uental e Guerra Junueiro num passeio com o Rei D Carlos e a Rainha D Amélia a Sintra em ue falam da crescente adesão ao movimento republicano o ue poderia ou deveria ser feito para melhorar Portugal e as condições de vida da população ue todos concordam viver na pobreza e no analfabetismo Outra parte interessante é uando a Rainha descreve os seus pensamentos uanto ao Estado Novo a Salazar às Aparições de Fátima tendo sido autorizada a sua vinda a Portugal para a transladação do corpo do filho mais novo D Manoel II para o Panteão dos Bragança em Lisboa e a Rainha visita o Santuário de Fátima Vê com os seus próprios olhos ue o país continua na mesma pobreza sem desenvolvimento e o povo analfabeto como antes era criticado à MonaruiaÉ um retrato de uma Rainha marcada pelo exílio uando foi com a sua família Orleães expulsa da França pela Implantação da República Francesa e posteriormente uando já era Rainha viúva após o Regicídio ue vitimou D Carlos e o herdeiro ao trono D Luís Filipe e o seu filho mais novo era Rei D Manuel II e tiveram de fugir para Inglaterra uando foi implantada a República Portuguesa ; marcada pelo sofrimento com a morte do marido e do filho mais velho no Regicídio em Fevereiro de 1908 e com a morte de tantos outros familiares ao longo da sua vida; marcada por alguma superstição acreditava ue todo o mal lhe acontecia por ter pisado o solo português pela primeira vez com o pé esuerdo uando chegou a Lisboa após ter casado com o Rei D Carlos ; marcada por ideias próprias sobre o futuro da Monaruia e de Portugal mas ue não foi ouvida atempadamente pelo esposo Uma mulher forte ue sobreviveu a muito e ue viu a sua família se desmoronar e só sobrar elaGostava de ler o documento original escrito pela mão da Rainha D Amélia ue me parece bem mais interessante do ue esta espécie de romance histórico escrita por Miguel RealFicam algumas citações ue raio de nome «Vencidos da Vida» parece um retrato de Portugal todas as gerações deveriam adoptar esse cognome só os espertos os ignorantes e os especuladores não se revêem nesse título ganham dinheiro presumindo ter ganho a vida apetecia me pôr um anúncio no Figaro «Se uer ser um vencido da vida emigre para Portugal» não o povo lá em baixo não merece tão cordato não sei se será cordato o português não é cordato é submisso e servil aprendeu a resignar se tornou se passivo morde pela calada como se diz em português tornou se espertote carregado de inveja; a inveja a imagem perfeita de Portugal última palavra d'Os Lusíadas não a paixão o esforço a aventura o trabalho tudo o ue o português faz fá lo por inveja de outrem ue se notabilizou fá lo para humilhar o vizinho o primo o colega o superior p 99100 cumpri o ritual da adoração beijei o chão da capela depositei um donativo acendi uma vela do meu tamanho rezei ajoelhada durante meia hora e vim me embora durante a minha reza entendi o sentido da minha vida – sem o saber vivera imitando a Mãe de Deus sofrêramos ambas a expiação dos nossos filhos Cristo pela humanidade o Luís Filipe por Portugal o Luís Filipe lavara Portugal dos males ue este cometera ao longo da História a carnificina dos índios no Brasil a chacina dos judeus nas fogueiras da Inuisição o tráfico de escravos de África para a América separando mães e filhos maridos e mulheres calcando as suas crenças forçando os a adorarem o deus burocrático da Igreja o extermínio dos hindus em Goa Damão e Diu; abençoado pela Igreja Portugal derramara o mal pelo mundo crente de ue fazia o bem conduzia o não Deus mas o Diabo p107


  3. Beatriz Salafranca Beatriz Salafranca says:

    Pela primeira vez em muito tempo não consegui acabar de ler um livro uma escrita parecida com Saramago mas chegam se a passar três e uatro páginas sem um único parágrafo Uma escrita demasiado específica com demasiadas descriçoes exageradas até Comprei o livro na esperança de ser realmente o cunho da rainha uma das minhas favoritas por sinal mas não Não consegui acabarTalvez daui uns tempos volte a dar uma oportunidade a Miguel Real


  4. Suzel Suzel says:

    Clube de Leitura Manuel Teixeira GomesBMMTGNão gostei deste livro no geral mas houve alguns momentos ue apreciei bastanteA introdução às memorias foi confusa galopante e divertida e triste ao mesmo tempo Tal como em parte se supõe terem sido os tempos da revolução Obviamente ue é muito inverosímil mas sendo ficção até sabe bem Aui a escrita sem parágrafos nem pontuação ue permitem ue frases saltem por cima umas das outras e se atropelem ue se exagere na listagem de atributos acidentes e outros ue tais é um artificio ue acentua a acção atribulada daueles tempos assim como nos insere mentalmente dentro da incerteza social politica e psicológica do pós 25 de abrilA parte das memorias desiludiu me porue continuou no mesmo estilo de escrita e é obvio ue deveria ser diferente tanto o vocabulário como a época e a pessoa exigiam um nível mais cuidado Compreendo ue seja o desembocar de emoções em papel mas não me convence Como escritora de diários sei ue não é assim ue funciona por isso nem aí me convenceu minimamente é demasiado artificialmente confuso e escorreito e uma pessoa dauele tempo e uma mulher em especial não escreveria assim É pena porue na historia dos dois últimos séculos aprecio particularmente o D CarlosSe entendermos o livro como uma desculpa para o Miguel Real fazer uma critica mordaz social e politica ao Portugal actual devo dizer ue foi muito bem conseguido e nessa perspectiva vale a pena ler e será um puro prazer Mas poderia ser muito mais ue isso


  5. Rosa Branca Rosa Branca says:

    Este livro está dividido em duas partes A descoberta do diário da rainha DAmélia e o diário propriamente ditoA 1ª parte 5 estrelas a escrita corrida sem pontos enumerando os pontos chaves da revolução de Abril transmite o ritmo frenético desses diasmesesO diárioa está escrito da mesma forma o ue me soa a falso é escrito por outra pessoa doutra época devia de ter outra cadência outro vocabulárioNo entanto gostei muito de ler a história do fim da monaruia do ponto de vista delaE no geral gostei muito deste livro


  6. Joao Joao says:

    Mais um bom livro de Miguel Real com memórias verdadeiras com histórias muito interessantes dos ültimos anos da monaruia e do inicio da primeira república e da ditadura A passagem da viajem de comboio para Sintra com o D Carlos e os vencidos da vida entre eles o grande Eça e o Ilustre Antero è excepcional


  7. António Barreto António Barreto says:

    Vale pelo ue denuncia na época em ue reinou vinda de um país muito mais desenvolvido e caindo noutro ue era o oposto de tudo o ue conhecia Vale por nos mostrar ue pouco ou nada de relevante mudou no país até aos nossos dias salvaguardadas as diferenças de época e de estilo


  8. Alda Delicado Alda Delicado says:

    Muito bem escrito mesmo um pouco nostálgico mas um excelente romance histórico


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As Memórias Secretas da Rainha D Amélia❮Epub❯ ➜ As Memórias Secretas da Rainha D Amélia ➛ Author Miguel Real – Thomashillier.co.uk Furtado do espólio de Salazar auando da invasão dos seus antigos aposentos no dia 25 de Abril de 1974 o manuscrito As Memórias Secretas da Rainha D Amélia escrito nos últimos anos de vida e doado Furtado do espólio de Salazar Secretas da PDF/EPUB ë auando da invasão dos seus antigos aposentos no dia de Abril de o manuscrito As Memórias Secretas da Rainha D Amélia escrito nos últimos anos de vida e doado pela própria à Casa de Bragança em Lisboa através da mão do chefe do Estado Novo foi recuperado em Sófia na Bulgária na Comemoração do Centenário da República por Miguel Real ue foi incumbido de o depositar na Torre do Tombo já o tendo feito Neste manuscrito a Rainha D Amélia retrata a sua vida em doze peuenos capítulos euivalente As Memórias Epub / a um por cada mês do ano organizados em uatro grandes partes seguindo o ritmo das estações da Primavera na infância ao Inverno triste da sua velhice Um documento pungente doloroso e comovente fortemente crítico de Portugal e dos Portugueses permanentemente iludidos pelas artimanhas de elites ineptas e ignorantes.


About the Author: Miguel Real

MIGUEL REAL nasceu em Lisboa Secretas da PDF/EPUB ë em Fez a licenciatura em Filosofia na Universidade de Lisboa e mais tarde um mestrado em Estudos Portugueses na Universidade Aberta com uma tese sobre Eduardo LourençoEstreou se no romance em com O Outro e o Mesmo com o ual viria a ganhar o Prémio Revelação de Ficção da APEIPLB Em voltou a ser distinguido com um Prémio Revelação APEIPLB de.